sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Eduardo Bolsonaro rebate acusações feitas por revista - COMENTO A NOTÍCIA

Deputado federal não vê ilegalidade ou imoralidade em doações de assessores

O deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro realizou, nesta sexta-feira (14), uma transmissão ao vivo em suas redes sociais. Nela, ele rebate as acusações de uma matéria da revista IstoÉ sobre suas campanhas eleitorais.
A reportagem fala sobre assessores do presidente eleito Jair Bolsonaro que teriam feito doações para as campanhas eleitorais de seus filhos. De acordo com a revista, um dos casos seria o capitão do Exército Jorge Francisco, amigo da família, teria doado valores acima de seus rendimentos mensais.
Ao longo da transmissão, Eduardo Bolsonaro questiona a revista que considera como um conflito ético as doações feitas por assessores e lembra que não há nada ilegal ou imoral.
Eu acho engraçado que eles não fazem essas matérias com outros. Isso é totalmente corriqueiro na vida de um parlamentar. Com certeza vários ouros assessores fazem esse mesmo tipo de conduta que não é ilegal e nem imoral, porque eu lembro. Se o deputado não for reeleito, o assessor está na rua também – explicou.
MEU COMENTÁRIO
O preço é alto e o Brasil exigiu isso. É hora de arrumar a casa e, como diz o ditado: "Pau que bate em Chico bate em Francisco".
Nem ilegal, nem imoral, nem amoral. A nação não suporta mais, seja quem for, tem que se explicar e pagar o preço devido.
A bíblia diz que, "a quem mais é dado, mais será cobrado" - Lucas 12:48
Que a justiça seja feita e assim vamos aprimorando a nossa democracia.
Simples assim...

Crimes sexuais fazem de João de Deus o maior abusador conhecido do país

Crimes sexuais fazem do guru espiritual João de Deus o maior abusador conhecido do país

A notícia de supostos crimes sexuais envolvendo João de Deus – o mais famoso guru espiritual do Brasil e que atendia cerca de 20 mil pessoas por semana, na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO) –, caiu como uma bomba.

As primeiras acusações, exibidas em entrevistas no programa Conversa Com Bial, foram feitas com dez vítimas brasileiras e estrangeiras, inclusive a holandesa Zahira Mous, que foi a primeira a relatar, em uma mídia social, o trauma que sofreu há quatro anos. Depois que a matéria foi ao ar na Globo, centenas de vítimas, em todo o país, tomaram coragem para contar seus testemunhos de abusos sexuais pelos quais passaram nas mãos do médium. Alguns há décadas.

O Ministério Público e a polícia já contabilizam mais de 300 depoimentos de mulheres que se sentiram encorajadas a contar seus dramas. Só o MP de Goiânia registrou 205 casos até o momento. De acordo o relato das mulheres, muitos assédios aconteceram quando eram adolescentes, sendo expostos somente agora, décadas depois do cometimento dos crimes.

Para a psicóloga cristã Marisa Lobo, o que faz com as pessoas escondam esse tipo de crime dos quais foram vítimas é o medo e a vergonha. "No caso específico, quando envolve fé [as vítimas] ficam reféns espiritualmente daquele líder; é comum infelizmente em nosso meio, o que eu chamo de alienação espiritual; a pessoas abusada sexualmente e psicologicamente  por um líder que ela considera ter contato direto com Deus, faz com que aceite e, em alguns casos, até se sinta, num primeiro momento, privilegiada por estar sendo requisitada por esses monstros", disse ela a imprensa.

Segundo as autoridades policiais, os relatos são impressionantemente similares, inclusive nos detalhes e na forma como o médium se comportava ao assediar e abusar de suas vítimas. Chegava a dizer que era a energia espiritual que tinham, e se quisessem ser curadas precisavam aceitar aquele contato. "Ele me encostou na parede e começou a passar a mão no meu corpo. Fiquei paralisada. Mas ele se justificou dizendo que eu estava com muita energia e precisava passar por aquele ritual", contou uma das vítimas que não quis se identificar.

Em busca de auxílio espiritual, todas as mulheres que foram molestadas se dizem traumatizadas e envergonhadas. Esta semana foi noticiado que uma das vítimas se suicidou, conforme noticiado pelo jornal Folha de S. Paulo.


Autoridades contabilizam mais de 300 depoimentos de acusações contra o médium, que teve prisão decretada pela Justiça.


Fama e dinheiro
Para muitos, inclusive para a mídia, João de Deus era considerado um médium popstar, uma personalidade que tinha entre seus consulentes pessoas da alta sociedade, políticos e artistas. A história de sua vida tornou-se livro e foi documentada em filme.

A fama de João de Deus atravessou as fronteiras brasileiras. Uma das mais famosas apresentadoras do mundo, Oprah Winfrey, visitou o médium e fez um documentário sobre ele. A americana disse ter ficado impressionada com o que viu. Após o escândalo, excluiu o material de seu canal. Bill Clinton, ex-presidente americano, também esteve em Abadiânia onde procurou o médium para receber uma cura.

Na longa lista de clientes, estão ainda o ex-presidente Lula, os atores Reynaldo Gianecchini e as apresentadoras Luciana Gimenez e Xuxa, que fez um vídeo em uma rede social se dizendo chocada com o ocorrido.

Para Marisa Lobo, a visita de famosos e o sucesso das atividades impedem que as vítimas denunciem o crime cometido contra ela. "Quando existe a confirmação de 'tais milagres' como a vítima competirá com esse poder social e midiático do abusador? Principalmente se este tem poder político, se é bem visto socialmente e pelo seu grupo?", questiona. "Causa [nelas] uma confusão mental e sentimental a ponto de a pessoa ficar estagnada, paralisada e viver em sofrimento; até que haja o momento do desabafo, de poder denunciar e se vingar".  

Após os escândalos, questões relativas à vida financeira do médium foram expostas, dando conta de que ele é dono de fazendas e muitos imóveis, inclusive em Abadiânia. Também fez fortuna com o garimpo, sendo proprietário de pedras preciosas. Outros recursos ainda vêm da venda de objetos e remédios produzidos na farmácia de manipulação que atende aos clientes de seu centro.

Crimes
Além das acusações de abusos, foram relatados estupros e até assassinato. A enorme lista de vítimas de João de Deus pode tornar a quantidade de seus crimes maior do que a do médico embriologista Roger Abdelmassih. No caso do médium, entre suas vítimas estavam muitas adolescentes.

Elizabeth Katia é uma das depoentes. Muito emocionada, ela conta que tinha 16 anos e estava grávida quando sua sogra a levou para Abadiânia para pedir ajuda para a nora. João de Deus as atendeu e levou as duas para uma sala privada. Ali ele pediu para a sogra fechar os olhos e não abri-los até que fizesse o trabalho na jovem.

"Ele subiu minha blusa e começou a me tocar, com minha sogra ali, mas sem que ela visse. Fiquei apavorada com o que ele começou a fazer comigo e comecei a gritar. Ele dizia para minha sogra não abrir os olhos porque ele estava me libertando de espíritos maus". Quando contei para algumas pessoas, ninguém acreditou em mim. Diziam que eu estava possuída pelo demônio.

modus operandi dos assédios era por meio de ameaças às vítimas, que sofriam pressões e ameaças: "Se você não fizer o que eu estou falando, a sua doença vai voltar" ou "se quiser receber as coisas, precisa fazer tudo direitinho".

Com Zahira foi assim. Ela estava em busca de cura para abusos sexuais que havia sofrido, mas João de Deus só fez aumentar seus traumas, ao fazer dela sua vítima.

Em São Paulo, onde há muitos casos, a promotora Gabriela Mansur diz acreditar que seja impossível que os funcionários não soubessem o que acontecia. "Há menção pessoas que trabalhavam e sabiam o que estava acontecendo na sala onde as mulheres estavam sendo abusadas sexualmente".

A promotora disse que, mesmo muitos crimes terem sido prescritos, é importante que sejam ouvidos para formar o processo, que não para de crescer. Gabriela diz ainda que acredita em um grande esquema criminoso em torno do caso. "Trata-se de um crime organizado voltado ao abuso de mulheres".

Fonte: Guiame

Justiça condena Haddad por chamar Edir Macedo de "charlatão"


Indenização de quase R$ 80 mil deve ser paga pelo ex-prefeito de SP ao fundador da Igreja universal


Uma fala ofensiva contra Edir Macedo feita pelo então candidato à Presidência da República Fernando Haddad o colocou no banco dos réus. Durante a campanha eleitoral, o petista chamou o líder da igreja Universal de "fundamentalista charlatão, com fome de dinheiro". Condenado, Haddad terá de desembolsar quase R$ 80 mil.

Na sentença que proferiu, o juiz Marco Antonio Botto Muscari disse que Haddad é "conhecedor privilegiado das normas jurídicas do País, porquanto estudou na mais tradicional faculdade de Direito brasileira", e ainda que "o réu obviamente sabe que acusações passadas de 'charlatanismo, estelionato e curandeirismo', seguidas de absolvição, apenas reforçam a presunção constitucional de inocência do bispo Macedo".

Para o juiz Muscari, um agravante na declaração de Fernando Haddad, à qual o magistrado chama de "infeliz", é o fato de o ex-prefeito tê-la tornado pública nas "mídias sociais com acesso a centenas de milhares de destinatários", potencializando assim os seus efeitos. "Impossível estimar a dimensão dos danos causados a Edir Macedo Bezerra, que não persegue lucro fácil [...], tanto que indicou desde cedo instituição beneficente para receber a verba indenizatória", diz na decisão.

Embate político

A manifestação de apoio do líder da Universal à candidatura de Jair Bolsonaro foi o motivo das declarações de Haddad, que era seu rival na disputa à Presidência da República. As ofensas foram feitas durante coletiva de imprensa no dia 12 de outubro, na campanha do segundo turno eleitoral.

Haddad perguntou aos jornalistas: "Sabe o que é o Bolsonaro? Vou dizer pra vocês o que é o Bolsonaro. Ele é o casamento do neoliberalismo desalmado representado pelo Paulo Guedes, que corta direitos trabalhistas e sociais, com o fundamentalismo charlatão do Edir Macedo. Isso que é o Bolsonaro. Sabe o que está por trás dessa aliança? Chama em latim (sic): auri sacra fames, FOME DE DINHEIRO. SÓ PENSAM EM DINHEIRO".

Na ação, Macedo diz que as declarações de Haddad violaram o ordenamento jurídico e tiveram o "nítido caráter de propagar a tão combatida intolerância religiosa e ferir sua honra, nome, a imagem e reputação, por mera insatisfação pessoal e partidária, bem como se valendo do forte aparato midiático que é destinado aos candidatos à Presidência da República".

Fonte: Guiame

Mourão e militares admitem 'incômodo' com o caso Coaf


General admite inquietação com a falta de explicação do ex-assessor de Flávio Bolsonaro para a movimentação financeira considerada suspeita

O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, reconheceu nesta quinta-feira, 12, que "causa incômodo" a demora de Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), em dar explicação sobre a sua movimentação financeira, considerada atípica pelo Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf).

Em entrevista ao "Estado", Mourão, porém, foi enfático na defesa do ex-companheiro de chapa e disse que tem "plena confiança" no presidente eleito Jair Bolsonaro e em seu filho.

Militares da equipe de transição e das Forças Armadas também têm expressado nos bastidores incômodo com a situação. Oficiais-generais ouvidos pelo "Estado" avaliam que Queiroz já deveria ter aparecido e explicado o R$ 1,2 milhão movimentado em sua conta no período de 12 meses. Mesmo afirmando que o caso não está diretamente ligado ao presidente eleito, esses militares acreditam que a demora numa resposta pode acabar "respingando" no futuro governo.

O Coaf classificou a movimentação de R$1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 como incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a ocupação profissional de Queiroz, que é policial militar.

O ex-assessor parlamentar depositou no período R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro - o presidente eleito afirmou que esses recursos são parte do pagamento de uma dívida antiga de Queiroz com ele.

O relatório do Coaf, revelado pelo Estado na semana passada, foi anexado às investigações da Operação Furna da Onça, que levou à prisão 10 deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

"Óbvio que toda vez que você tem de dar explicação, isso incomoda, é desagradável. Mas volto a dizer. Tenho plena confiança no presidente e no Flávio. Confio nos dois", afirmou Mourão. "Agora é esse Queiroz. A coisa toda está centrada nele."

Na quarta-feira, 12, o presidente eleito disse pelas redes sociais que, se tiver "algo errado" no caso que envolve movimentações financeiras do ex-assessor de seu filho, "que paguemos a conta". Bolsonaro, no entanto, disse que nem ele nem Flávio são investigados no caso.

Para oficiais ouvidos pela reportagem, essa situação se estenderá, no mínimo, até o início da próxima semana, quando Queiroz deve prestar depoimento ao Ministério Público no Rio de Janeiro. Em suas redes sociais e em explicações para aliados, Flávio tem se defendido dizendo que não fez nada de errado e que quer que tudo seja esclarecido para que não paire nenhuma dúvida sobre sua idoneidade. Os militares observam que a prática de reter parte dos salários dos servidores do gabinete já foi denunciada em outras ocasiões no País.

"Sou o maior interessado em que tudo se esclareça para ontem, mas não posso me pronunciar sobre algo que não sei o que é", escreveu Flávio em uma rede social.

Os militares que acompanham o caso dizem que o que está em jogo não é o valor, mas o princípio da campanha de Bolsonaro. Citam que a maior bandeira durante o processo eleitoral foi o fim da prática da corrupção.

Fonte: Terra
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...