quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Pastor de famosa igreja comete suicídio após luta contra depressão


Um jovem pastor com seu ministério em ascensão tirou a própria vida na noite da última segunda-feira, 09 de setembro. Aos 30 anos de idade, ele vinha lutando contra a depressão e muitas vezes falou publicamente sobre essa adversidade.
Jarrid Wilson, pastor auxiliar da Harvest Christian Fellowship em Riverside, Califórnia (EUA), uma megaigreja conhecida por seu trabalho de evangelismo e liderada pelo pastor Greg Laurie.
Wilson lutava contra a depressão e pensamentos suicidas. No dia em que tirou a própria vida, ele fez um desabafo a respeito da sua situação no Twitter.
"Amar a Jesus nem sempre cura pensamentos suicidas. Amar a Jesus nem sempre cura a depressão. Amar a Jesus nem sempre cura o Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Amar a Jesus nem sempre cura a ansiedade. Mas isso não significa que Jesus não nos oferece companhia e consolo. Ele sempre faz isso."
A notícia da morte de Wilson foi anunciada pelo pastor Greg Laurie em sua página no Facebook e Instagram: "É com a mais profunda tristeza e choque que eu tenho que relatar que Jarrid Wilson partiu para o Senhor na noite passada", escreveu o líder da Harvest Christian Fellowship.
"Em um momento como este, simplesmente não há palavras. Jarrid amava o Senhor e tinha o coração de um servo. Ele era vibrante, positivo e estava sempre servindo e ajudando os outros. Jarrid também lidou repetidamente com a depressão e foi muito aberto sobre suas lutas em andamento. Ele queria ajudar especialmente aqueles que estavam lidando com pensamentos suicidas.Tragicamente, Jarrid tirou a própria vida", lamentou o líder evangélico.
Em outro trecho, Greg Laurie relembrou seu começo de caminhada com o colega de ministério: "Jarrid se juntou a nós como pastor associado na Harvest há 18 meses e havia se pronunciado várias vezes sobre esse mesmo problema de saúde mental. Ele e sua esposa, Juli, fundaram uma campanha para ajudar as pessoas que lidam com depressão e pensamentos suicidas chamada 'Hino da Esperança'", contextualizou, de acordo com informações do portal Christian Today.

4 comentários:

Eliseu Antonio Gomes disse...

Olá, prezado Pastor Carlos Roberto.

Não pretendo julgar ninguém. Sei que cada caso é um caso que precisa ser analisado de modo específico. Não fomos criados como peças padronizadas numa esteira de montagem.

A minha impressão pode estar errada, mas penso que a armadilha que pega muitos líderes religiosos é a máscara da santidade. Explico: a pessoa cria uma imagem pública de santarrão, e depois essa imagem o "sequestra", ele vira escravo do personagem que criou de si mesmo. A máscara é pesada, machuca a consciência.

O que eu vi de perto? Eu conheci uma pessoa, troquei presentes na brincadeira conhecida como amigo-secreto; troquei convites para churrasco em tardes de sábados, assisti com ele Denzel Washington em O Livro de Eli pelo Netflix. Eu perdi este amigo... Ele ingeriu “uma tonelada” de pílulas, foi parar numa UTI, passou por cirurgia, ficou em coma por dois dias, retomou a consciência por algumas horas e depois entrou em óbito.

Este amigo esteve em minha casa uns três dias antes de tomar a carga de comprimidos. Chegou fazendo surpresa, não avisou que viria, como era seu costume. Fez uma visita de despedida não declarada, só entendi isso depois.

Conversamos em reservado. Conversa séria, mas em tom de informalidade. Em minha sala de estar, ele disse que não estava mais suportando a si mesmo. Eu falava com ele e ao mesmo tempo orava em pensamento pedindo a Deus para ter a mensagem certa com palavras certas. Dialogamos sobre suicídio sem falar a palavra suicídio. Eu lhe disse o que entendia sobre esse assunto pela perspectiva da Bíblia: a nossa vida pertence a Deus, só Ele pode dá-la e tomá-la.

Tudo em vão. Ele já havia decidido o que faria. Deus não suspende o livre-arbítrio que nos deu.

Passados cinco anos ainda me lembro dele neste encontro derradeiro. Saiu de minha residência segurando a mão da sua esposa. Olhou para trás em minha direção e da minha família. Acenou sorrindo. Era o riso da máscara maldita. A coitada da esposa estava de fato feliz.

Foi-se para sempre. Deixou triste sua esposa linda, alguns assuntos não acabados com seus dois filhos lindos, e não quis ver os netos lindos crescerem...

Uma lástima.

Lastima!

Eliseu Antonio Gomes disse...

Olá, prezado Pastor Carlos Roberto.

Não pretendo julgar ninguém. Sei que cada caso é um caso que precisa ser analisado de modo específico. Não fomos criados como peças padronizadas numa esteira de montagem.

A minha impressão pode estar errada, mas penso que a armadilha que pega muitos líderes religiosos é a máscara da santidade. Explico: a pessoa cria uma imagem pública de santarrão, e depois essa imagem o "sequestra", ele vira escravo do personagem que criou de si mesmo. A máscara é pesada, machuca a consciência.

O que eu vi de perto? Eu conheci uma pessoa, troquei presentes na brincadeira conhecida como amigo-secreto; troquei convites para churrasco em tardes de sábados, assisti com ele Denzel Washington em O Livro de Eli pelo Netflix. Eu perdi este amigo... Ele ingeriu “uma tonelada” de pílulas, foi parar numa UTI, passou por cirurgia, ficou em coma por dois dias, retomou a consciência por algumas horas e depois entrou em óbito.

Este amigo esteve em minha casa uns três dias antes de tomar a carga de comprimidos. Chegou fazendo surpresa, não avisou que viria, como era seu costume. Fez uma visita de despedida não declarada, só entendi isso depois.

Conversamos em reservado. Conversa séria, mas em tom de informalidade. Em minha sala de estar, ele disse que não estava mais suportando a si mesmo. Eu falava com ele e ao mesmo tempo orava em pensamento pedindo a Deus para ter a mensagem certa com palavras certas. Dialogamos sobre suicídio sem falar a palavra suicídio. Eu lhe disse o que entendia sobre esse assunto pela perspectiva da Bíblia: a nossa vida pertence a Deus, só Ele pode dá-la e tomá-la.

Tudo em vão. Ele já havia decidido o que faria. Deus não suspende o livre-arbítrio que nos deu.

Passados cinco anos ainda me lembro dele neste encontro derradeiro. Saiu de minha residência segurando a mão da sua esposa. Olhou para trás em minha direção e da minha família. Acenou sorrindo. Era o riso da máscara maldita. A coitada da esposa estava de fato feliz.

Foi-se para sempre. Deixou triste sua esposa linda, alguns assuntos não acabados com seus dois filhos lindos, e não quis ver os netos lindos crescerem...

Uma lástima.

Lastima!

Carlos Roberto, Pr. disse...

Caro amigo e sócio fundador do Point Rhema, (rsrs)
A Paz do Senhor!

O post acima é uma notícia real e, a reverberação neste singelo blog, é a minha maneira de alertar a Igreja de Deus sobre um fato que até bem pouco tempo não existia, ou não era divulgado.
A coisa está muito séria e precisamos nos atentar para isso e buscar graça, direção e sabedoria do alto para lidarmos com esse problema.
Não podemos fazer de conta que nada está acontecendo.
Um grande abraço,

Eliseu Antonio Gomes disse...

Pois é, Pastor Carlos Roberto.

Algo de errado ocorre em alguns ambientes da liderança cristã evangélica. Os casos de suicídio estão ocorrendo com uma frequência alarmante, lembrando que o primeiro a ser chamado por Cristo para liderar usou o enforcamento, após vendê-lo por trinta moedas de prata.

O amigo que citei acima não chegou a ser pastor, mas teve seus momentos de destaque privilegiado por algum tempo e depois o perdeu. O motivo foi a queda da máscara...

Mudando o assunto, gosto de Point Rhema, desde o início. Sempre tive este trabalho como minha referência quando pesquiso notícias cujas pautas sejam informações sobre a cristandade.

Abraço.

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